quinta-feira, 10 de dezembro de 2009


Uma multidão de ruas, na memória de praças em que andei ...
me trazem uma confusão de olhares, como portas entreabertas e o que se vê de fora só alcança a meia luz da entrada...
E há no corpo essa curiosidade de adentrar...
Há na visão externa, o desejo ...
Nos encontros um embaraçar ...
Uma tentativa medíocre de evitar que eles sejam tão intensos a ponto de lhe tomar os pés e as mãos, te entrelaçando fazendo e desfazendo nó...
Um temor de descobrir que depois da meia luz da porta de entrada seja um eterno vazio, que só pode ser preenchido com as essências de tudo que sou...
portanto desculpe a demora hesitante para abrir a maçaneta.
(T.C)

sábado, 10 de outubro de 2009


Cabelos
Com pesos
Curtos
Surtos...
Cultua
Tua
Clareza
Desfeita.

No vago abstrato de sentir e falar, vitalmente faltou a mente, por estranho fato em que o ato muda o espaço num simples desabafo, que de alma se acalma, e de mão sobra um leve desespero do motivo que em riso alcança o sabor do toque e da voz pacífica, agora lícita.
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quinta-feira, 8 de outubro de 2009


"Talvez Menina"


Talvez ela respondeu as próprias perguntas por satisfação, mesmo que não fosse essa a intenção .
Talvez sabia o que fazer, quando mostrou sua indecisão com tanta convicção.

Cansada às vezes, chorou pelo seu maior "quase-amor" e com seu vestido florido cantou a canção que lembrava sempre que amava e desamava o colorido.

Talvez um fosse e o outro voltasse ,mas ela hesitante ,agora dança a canção, contando com a sorte de quem segue sem nenhum transporte.

Confunde-se por vezes com os cheiros de inicio e fim, misturados com as fases de sim e não que vem e vão.

Traziam-lhe flores mesmo que fossem as mesmas velhas e murchas, talvez ela esperasse que virassem lindas margaridas ...

Ela quis ser a Florisbela, sem perceber que era a flor mais bela, e ainda sorrindo protestou o seu direito que sem jeito se evidenciou nos olhos de choro perfeito pela fragilidade da fase, que só tem feito doer a quem vê, tanto que se pudessem aprisionariam a sua tristeza pra que não mais molhasse a face expressiva, contraída pela ferida...

Talvez fosse bonita,com seus olhos de labirintos atraídos pelos traços refletidos.

Talvez seus gestos fossem incertos, certos, rápidos, controlados, DE-SES-PE-RA-DOS, junto de sua fala gritada,atingida, de fada ...

Talvez feliz aceitasse a mão estendida, mas contida, triste, tímida, perdida, sorriu e doce partiu ....

Talvez a leveza e a pureza, fez os olhos de labirinto chorar por dias...

Talvez a doçura ficou guardada e forte como as lindas margaridas...

Talvez os caminhos sejam incertos...

Talvez o amor seja simples e eterno...

Talvez...

-Preciso lavar os pés, pois além de molhados estão sujos ...


Vejo seus olhos como dois moranguinhos bailando sobre o rosto e sua alegria e segurança lhe abrindo caminhos a frente ...

lave os pés antes de partir em busca do que é fresco e suave pra você, espalhe sua essência no mais doce perfume, seje breve e firme ao melhor de suas idéias, e ilumine o seu ser para que sua luz, jamais se apague aos meus olhos e à minha vida.

muita energia boa no vestibular Cinthia e Manu.


e ah só pra nao esquecer .. " Paguem o meu cachê, pra fazer de novo esse clichê ".... =)


Je t'aime

domingo, 4 de outubro de 2009


Como pode um peixe vivo viver fora d'água fria

Como pode um peixe vivo viver fora d'água fria

Como poderei viver

Como poderei viver

sem a tua

sem a tua

sem a tua companhia...

Toda companhia que preciso está dentro de mim ... em uma canção única de amor.

Anéis de saturno.

O gosto amargo na boca e o tremor das pernas pedindo que tomasse alguma providencia...
alguma música pedindo luz na noite apagada , o meu olhar perdido não sei onde , as minhas vísceras latentes feito a brasa do cigarro, se eu soubesse pra onde foram os meus olhos, se eu soubesse o que fazer nos dias de cansaso, se eu soubesse por cores nessas horas, se eu soubesse pra onde vão as emoções par-tidas, se eu soubesse ...
se eu soubesse...
Se o vazio fosse algo repetido e de cheiro parecido...
Se eu pudesse seguir o faro dos sonhos dissipados...
Se eu impedisse o nascimento das margaridas..
Se eu tocasse na luz dos trigos nos dias de calor..
Se eu me envolvesse de gelo e poeira e me fragmentasse inteira á procura de águas mansas, seria talvez expulsa do céu, mas se eu me refugiasse propagaria em ouro.
Se eu pudesse beber o sol..
Ah se eu me casasse com o mar...
Não, não, quebres nunca os arcos de saturno...nao esfrie o tempo quente e abafado dos seus anéis.
A minha Mão perdida entre os arcos dos teus, meus cabelos atordoados, da minha voz acorrentada, das plumas esvoaçadas e dos passos a seguir as estradas...
Não é bobagem desistir, nem é valente quem percorre a travessia ..
Não, você não compreenderia.
15 de abril de 2009 Tayssa camila

Hoje senti vontade, de mais uma vez ter os pés no chão, da minha monotonia perdida em agonia, do sonho de infância nunca se tornar real, e um dia ser criança, de perder as vistas só pra tê-los na mente, e no peito o espasmo das essências...
Quis voltar voltar e me perder na falta de mim, de ser eu sem desejo de outra coisa, e sei que perder é mero e puro resto do que nunca se teve...
Sonho de saudade
Saudade dos sonhos...
Todos os meus amigos estão perdidos e hoje eu não tenho rumo, mas se você me disser que está
tudo bem...
tudo bem...
Então eu vou dormir e sonhar com isso...
Hoje eu quis encontrar
Quis perder o que desejei, e ter por completo o que nunca ansiei e subir as escadas em risco...
Hoje eu quis ter um amor !

sábado, 3 de outubro de 2009


Quero a paz de estar em paz comigo mesma ...
Quero o conforto de estar só...
Quero uma canção que grite ao mundo todo o meu amor ...
Quero a essência do que não se pede e não se mede ...
Quero o cheiro do que é insano pra você...
Quero a expressão do meu olhar pairando sobre as maiores loucuras que aprecio.
Quero mesmo é a falta preenchendo um novo vazio...
Tudo que preciso está no meu caminho no momento certo...
E toda perda é um novo presente...
O velho é que dá espaço para o novo, como um Senhor que doa a vida por um menino...
Ter medo, é paralisar o andamento das coisas.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009


Ultimo vestígio.

Precisando achar a cabeça
Precisando encontrar a saída
No meio dos telhados lavados e velhos da cidade moderna
Cavalos cantando uma canção de morte intragados pelos povos de dentes e ossos armados
É tudo um desespero vulnerável e doloroso sangrento e de paz
Janelas antigas em parabólicas extensas
Saudade do velho sem muito entusiasmo do novo
Sem ânsia e com um asco de doer os órgãos
Traga-me os azuis das caixas d’água
Traga-me a estrutura do presunto
Traga-me o cheiro do papel queimado,das noticias passadas ..
Eu perdi a vida num dia de verão...
-mãe! eu perdi a fé ...
- E o pranto?, palavra bonita soa livre quando não faz sentido ...
A menina de cabelos loiros tingiu o cabelo ...
Ela pediu pra que você não visse seus olhos...
Pediu em prece embaixo da chuva por um sonho que não faz mais efeito em seu corpo
E eu queria que as paredes tivessem o sabor do vinho, que o gato pedisse carinho encostando-se em minhas pernas, e queria o veludo das suas mãos, chorando como a criança perdida se engasgando com a própria saliva, ardia a minha pele o calor do mato queimado, mas eles dizem La fora :
-sunshine.. sunshine! oh luz do sol ...
Quem me dera vomitar toda compulssão da minha alma ..

Sua possível arma sólida de assegurar-se, me corrói passivamente a cada amanhecer, tomando como café da manhã seu sútil desdém.
Sua aproximação será o meu encontro...
Sua fuga será também a minha...
Preciso me estruturar em não mais pedir recíproca e compreenssão de alguém...
Preciso sair de um ciclo que me aprisiona, construir um quadro em que eu esteja dentro, ser leve e simples, ocasionalmente sozinha, na presença de cada essência que os detalhes trazem...
Á você todo direito de ser quem é, sabendo que vestir uma máscara, não me diz muito.
Á mim toda paciência de compreender.
O seu despreparo é o meu sinal de que nunca estive pronta ou quem sabe esperando demais...
Se eu não sei até onde posso pisar, melhor recuar o passo, pois nao é pisando em falso que vou aprender o caminho, pra me enxergar ainda não preciso de lentes, portanto aos hipócritas de plantão meu educado desprezo.