sexta-feira, 2 de outubro de 2009


Ultimo vestígio.

Precisando achar a cabeça
Precisando encontrar a saída
No meio dos telhados lavados e velhos da cidade moderna
Cavalos cantando uma canção de morte intragados pelos povos de dentes e ossos armados
É tudo um desespero vulnerável e doloroso sangrento e de paz
Janelas antigas em parabólicas extensas
Saudade do velho sem muito entusiasmo do novo
Sem ânsia e com um asco de doer os órgãos
Traga-me os azuis das caixas d’água
Traga-me a estrutura do presunto
Traga-me o cheiro do papel queimado,das noticias passadas ..
Eu perdi a vida num dia de verão...
-mãe! eu perdi a fé ...
- E o pranto?, palavra bonita soa livre quando não faz sentido ...
A menina de cabelos loiros tingiu o cabelo ...
Ela pediu pra que você não visse seus olhos...
Pediu em prece embaixo da chuva por um sonho que não faz mais efeito em seu corpo
E eu queria que as paredes tivessem o sabor do vinho, que o gato pedisse carinho encostando-se em minhas pernas, e queria o veludo das suas mãos, chorando como a criança perdida se engasgando com a própria saliva, ardia a minha pele o calor do mato queimado, mas eles dizem La fora :
-sunshine.. sunshine! oh luz do sol ...
Quem me dera vomitar toda compulssão da minha alma ..

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