quinta-feira, 10 de dezembro de 2009


Uma multidão de ruas, na memória de praças em que andei ...
me trazem uma confusão de olhares, como portas entreabertas e o que se vê de fora só alcança a meia luz da entrada...
E há no corpo essa curiosidade de adentrar...
Há na visão externa, o desejo ...
Nos encontros um embaraçar ...
Uma tentativa medíocre de evitar que eles sejam tão intensos a ponto de lhe tomar os pés e as mãos, te entrelaçando fazendo e desfazendo nó...
Um temor de descobrir que depois da meia luz da porta de entrada seja um eterno vazio, que só pode ser preenchido com as essências de tudo que sou...
portanto desculpe a demora hesitante para abrir a maçaneta.
(T.C)

Um comentário:

  1. É impressionante a maneira como escreve... As palavras se combinam, beijam-se e se deixam levar traçando seus sentimentos...
    A demora é breve, o tempo é leve, e está tudo certo, mesmo à meia luz da porta sempre entreaberta...

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