O amarelo do fumo entranhado na pele dos dedos, infiltrou-seno meu sangue, abrasando as minhas vísceras ...E sinto-me como um carneiro doente, violentado pelo predador.No impulso seguinte sou o lobo que mordeu o carneiro, fazendo-o sangrar um belo vermelho escorrendo e pintando sua lã branca, sua fraqueza paralisou os pequenos movimentos que as pernas ainda tentavam fazer, até permanecer ali, imóvel, á beira da cerca, olhando estúpidamente além, como quem espera um mísero e qualquer salvador.Eu que agora observo o carneiro, com olhar de quem nao conhece os próprios olhos, eu estava a procura do lobo, como se pudesse enganá-lo ...Sou o então, arquiteto das armadilhas, sendo ele o violador, a vítima e a salvação.E é o amor que é o carneiro, que é o lobo, que é o meu olhar e que só pode ser Deus.
(T.C)
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
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