O que mais apodrece a minha existência é o precisar, é o mendigar da misericórdia alheia.
É ter que engolir o "mel", sabendo da maldição de bebê-lo, sabendo que a essência desse mel é o veneno que há no egoísmo de ser humano.
E sendo eu o de sangue doente ...
Sendo eu o resgaste de um remoto abandono ...
Eu o mendigo de qualquer afeto ...
Sendo eu o sedento do veneno ...
Sendo eu o inocente que aceita qualquer gota como cura, como a gota que faltava num copo vazio ...
Sendo eu o último desejo de uma fonte ...
Sendo eu a fonte de qualquer desejo ...
Sendo eu qualquer desejo de uma fonte transbordando ...
Sendo eu a última moeda apostada ...
Sendo eu o olhar de pedra e desilusão, de quem senta ao redor da fonte e não vê nem mesmo uma gota.
T.C Primavera.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
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