Um olhar desapegado de todas as cores, pousou sobre os meus olhos, e já não sei se o desprezo que invade o meu peito é um desejo pela liberdade extrema e mansa, ou se há uma doença na minha bondade, e então a frieza também pacífica tomou de vez o meu espaço...
Quis correr desenfreada por um campo imenso em que eu me sentisse tão pequena a ponto de querer existir e pisar por sobre todo aquele universoe assim até cair de joelhos rasgando-me no atrito dos encontros.
E então o asco escarrado por todas as gargantas veio até a minha,
como um gole,
como um doce roubado,
como a última gota de um poço,
como o fechar dos meus olhos e o abrir de uma janela.
T.C Primavera.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
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